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8 DE MARÇO — Mulheres e aliados vão às ruas em Fortaleza pela vida das mulheres e pelo fim das violências

(Fotos: Nah Jereissati/ADUFC-S.Sind)

Em 2026, o tradicional ato do 8 de março ocupou as ruas da periferia de Fortaleza. Com o lema “Ocupar as ruas pela vida das mulheres e pelo fim das violências”, o ato contou com milhares de pessoas que ocuparam todo o trajeto do Calçadão Vila do Mar, na Barra do Ceará. A ADUFC esteve presente no ato, formando um bloco que, entre outras pautas, ressaltou a defesa da vida das mulheres e a valorização das mulheres na Ciência e na Educação.

A Prof.ª Amanda Pino (UFCA), Primeira-tesoureira da ADUFC, apontou a necessidade da permanência na luta enquanto direitos básicos, como liberdade e acesso à educação, não forem conquistados para todas as mulheres. A docente ressaltou também a importância do movimento docente estar presente nas ruas, fortalecendo o 8 de março. 

“Estou aqui em Fortaleza somando com as atividades do 8 de março em Fortaleza. A ADUFC está participando por reconhecer a centralidade que nós, professoras, possuímos neste dia tão importante de lutas. A gente se soma ao movimento por uma defesa de uma educação antimachista, antilgbtfóbica, uma educação pelos direitos e pela vida das mulheres.”  

A docente ressaltou também que “o ponto central desse ano é muito mais além do que a defesa pelo direito à educação, o direito reprodutivo, é a luta pela nossa vida. Então, venho do Cariri, uma região que tem uma taxa de feminicídio altíssima, para justamente dar visibilidade à importância da vida das mulheres.” 

O 8M em Fortaleza foi marcado também pela presença de muitas crianças e homens que se colocam como aliados na luta feminista. O Prof. Uribam Xavier (UFC), Diretor de Relações com Entidades Sindicais e Movimentos Sociais da ADUFC, esteve presente no ato e destacou a importância da participação dos homens na defesa da vida das mulheres diante de uma sociedade marcada pela cultura patriarcal. 

“Nós vivemos numa sociedade extremamente marcada pela cultura patriarcal e dentro do patriarcalismo a violência contra a mulher é algo que ninguém pode negar. Nós falamos muito hoje com essa questão da guerra envolvendo o Irã, que o Irã é um país muito fechado, um país que tem uma cultura que desrespeita as mulheres. Mas quando nós comparamos com o Brasil, o feminicídio no Brasil mata muito mais do que no Irã. É, assim, escandalosamente muito distante as estatísticas das agressões e a violência contra a mulher, principalmente a morte de mulheres por homens no Brasil em relação a um país que a gente considera como fechado. Portanto, a participação dos homens nas manifestações e na defesa da vida, defendendo as mulheres, se colocando contra o feminicídio, é muito importante”, ressaltou.

O docente destacou também a necessidade dos homens se colocarem ao lado das mulheres em palavras, mas principalmente em ação. 

“É muito importante que os homens se coloquem do lado das mulheres contra o patriarcalismo, contra a violência e que nas mesas de bares a gente comece a conversar com os nossos colegas sobre essa questão. Que doença é essa que afeta esses machos?! Eu acho que nós, homens, cumprimos um papel muito grande estando na luta, mas precisamos conversar. E essa conversa começa na mesa de bar, começa dentro da família, começa com os filhos. E para romper, inclusive, porque a principal violência contra as mulheres começa na violência sexual dentro de casa. (…) A vida é para ser preservada e a gente tem que ter uma relação de amor com as nossas companheiras”, acrescentou.

+ Confira mais da cobertura do 8M no instagram da ADUFC

+ Confira a cobertura fotográfica completa no Flickr

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