(Fotos: Gustavo Vieira/SINTUFCE)
No último domingo (7), Fortaleza foi palco de uma das maiores manifestações populares do país: o 31º Grito dos Excluídos e Excluídas. Com o tema “Vida em primeiro lugar” e o lema “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de todo dia”, o ato aconteceu também em diversas cidades do país e reafirmou a luta por justiça socioambiental, direitos humanos e participação popular.
O ato teve início com a concentração, às 8h, na Praça Dom Hélder Câmara, no bairro Praia do Futuro. A manifestação seguiu em caminhada até a Comunidade Raízes da Praia, onde o projeto da usina de dessalinização ameaça o meio ambiente e a vida de famílias inteiras.
A ADUFC e o ANDES-SN estiveram presentes no ato reforçando a pauta da luta contra a Reforma Administrativa, juntamente com outros parceiros de luta como o Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (SINDSIFCE), o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (SINTUFCE), o Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Ceará (SINDIUECE), o Diretório Central dos/as Estudantes (DCE-UFC) e a União Estadual dos Estudantes do Ceará (UEE-CE) . Para uma maior visibilidade da pauta durante a caminhada, uma faixa coletiva assinada pelo Fórum Cearense em Defesa do Serviço Público Federal, do qual a ADUFC é integrante, foi levada.
Para a Prof.ª Maria do Céu, 3ª tesoureira da Diretoria do ANDES-SN, as manifestações marcadas pelo Grito dos Excluídos e das Excluídas no Brasil mostram como o povo, nos últimos 31 anos, vem reconstruindo o sentido do 7 de setembro.
“As falas, as faixas, os cartazes e pirulitos apresentaram as reivindicações por condições dignas para o viver nos territórios ocupados pela classe trabalhadora que labuta todo dia pela garantia da moradia, segurança alimentar, pelo direito à vida e por serviços públicos inscritos na Constituição Cidadã. Denunciavam o extermínio de jovens, o feminicídio, a degradação ambiental, a poluição das águas, a exploração de homens e mulheres que produzem riquezas mas recebem baixos salários e as mazelas associadas às injustiças sociais”, pontuou a docente sobre as principais reivindicações do ato em Fortaleza.
E sobre a pauta da Reforma Administrativa, complementou: “O ataque aos serviços e servidores públicos grafados nas camisetas e faixas alertavam sobre o desmonte que resultará da Reforma Administrativa – afirmando que, se ela é ruim para os servidores públicos, é péssima para a classe trabalhadora. A precarização dos serviços públicos nega direitos fundamentais nos setores essenciais de saúde, educação, segurança e assistência social”.
O ato também chamou o povo a participar do Plebiscito Popular – pela redução da jornada de trabalho e pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha menos, que teve a votação prorrogada até o fim de setembro.








