Para marcar o Mês de Luta das Mulheres, a ADUFC realizou, na última terça-feira (24), a atividade “Dias Mulheres Virão” na sede da Seção Sindical em Fortaleza. A atividade teve início às 15h30, no Auditório Izaíra Silvino, com a aula de Dança do Ventre.
A aula, ministrada pela Prof.ª Amanda de Sampaio, contou com um momento inicial de conversa para desmistificar algumas perspectivas ocidentalizadas em torno da Dança do Ventre, bem como com referências teóricas e artísticas sobre a dança no Norte da África, Sudoeste da Ásia e no Brasil. A professora compartilhou também a ideia de que a dança do ventre é uma prática acessível para todos os corpos e idades.
“Nos disseram por muito tempo que era preciso um padrão de corpo para que fosse possível dançar, e isso não é verdade. Dançar alimenta a pulsão de vida e a alegria que nos é tão necessária para enfrentar as desigualdades do mundo. A dança, como sempre fala a grande bailarina brasileira Angela Cheirosa, convida a mulher a ser protagonista da sua própria vida. Dançar também é uma forma de resistir”, comentou.






Em seguida, às 17h, foi realizada a aula de Defesa Pessoal Feminina ministrada pela Prof.ª Marcela de Moura. A professora trouxe para as participantes a importância de ter noções básicas de defesa pessoal e como isso é negado para as mulheres desde a infância.
“Eu realizo oficinas de defesa pessoal feminina há muitos anos e é um projeto muito relevante e importante. As aulas ajudam a ensinar para as mulheres que é possível sim se defender. Quando somos crianças não somos ensinadas a nos defender, a nos impor, ou a sermos capazes de impedir uma agressão. Somos ensinadas a nos encolher, pedir ajuda ou não fazer nada, e isso é problemático para gente quando ficamos mais velhas porque alguns letramentos básicos, de como eu posso usar o meu corpo para me defender, a gente não teve”, compartilhou.






As mulheres tiveram a oportunidade durante a oficina de compartilhar várias situações em que precisaram se defender e de tirar dúvidas de como seriam as melhores ações.
“A pessoa não vai sair de uma oficina de defesa pessoal sendo faixa preta de uma arte marcial, mas ela vai sair tendo a noção e a consciência que é possível se defender mesmo você sendo menor que um possível agressor, por exemplo. E isso é muito importante até para você ter equilíbrio mental para enfrentar situações que possam aparecer na sua vida”, complementou.
Ao término das oficinas, o Espaço Cultural virou pista de dança e local de confraternização com um repertório especial comandado por Larissa Vasconcelos. Durante toda a atividade, as pessoas presentes puderam se deliciar com empanadas, sanduíches e bolos comercializados pelo restaurante Quintal de Comida.


