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CULTURA — Caldeirão da ADUFC desfila na Av. Domingos Olímpio na segunda-feira de Carnaval

Pelo segundo ano consecutivo, o Caldeirão da ADUFC, projeto artístico-cultural da seção sindical, vai desfilar durante o Carnaval na tradicional Av. Domingos Olímpio, em Fortaleza. Em 2026, o Caldeirão da ADUFC traz como tema da sua Loa “Sementes de Santa Cruz” em alusão ao centenário da chegada do beato José Lourenço nas terras do Caldeirão de Santa Cruz. A loa tem autoria de Levi Magalhães, regente do grupo, e da Prof.ª Suene Honorato, docente do Departamento de Literatura (UFC), brincante e tocadora de caixa no desfile. 

Como o Carnaval acontece já no mês de fevereiro, o processo de preparação tem sido intenso. O grupo tem realizado dois ensaios semanais para afinar o batuque entre os brincantes e também para confeccionar de forma coletiva os adereços que serão usados na avenida. 

“A grande novidade do desfile deste ano é que vamos desfilar com um figural. Ano passado, que foi o nosso primeiro desfile, foi só o batuque. E este ano teremos o figural no desfile”, revela o regente Levi Magalhães sobre os elementos cênicos que serão levados por uma ala de brincantes para o desfile. 

Sobre a escolha do tema, o grupo ressaltou a importância de saudar o movimento do Caldeirão de Santa Cruz pelos exemplos de coletividade deixados. 

“O beato José Lourenço liderou uma comunidade regada com muita coletividade, com um pensamento muito forte de comunhão, de compartilhar o que a terra dá. Dentro do grupo a gente acredita que essa é a melhor maneira de se cuidar da terra e de se pensar em sociedade, em coletividade. A maneira como José Lourenço e todos os seus companheiros criaram o Caldeirão de Santa Cruz, que virou esse movimento grande e que, infelizmente, foi massacrado, mas deixou muitos frutos e muitas sementes, serviu de referência para muitos grupos, inclusive para nós do Caldeirão da ADUFC”, explicou Levi.

A Prof.ª Rogéria Pereira, da Casa de Cultura Alemã (UFC), é brincante do Caldeirão da ADUFC desde a fundação do grupo e ressalta a importância do sindicato ter ações culturais. 

“Essa é a segunda vez que eu desfilo com o Caldeirão no Carnaval. Ano passado eu desfilei e foi uma experiência maravilhosa. Poder participar do grupo desde o início me fez crescer muito musicalmente, eu não tocava nada antes e agora me sinto mais segura para tocar, cantar e dançar. Acho importante que o sindicato dê espaço a projetos artísticos e culturais como o do Caldeirão que resgatam sons cearenses e outros sons populares, isso é muito importante”, pontuou a docente. 

Sobre a escolha do tema para o Carnaval de 2026, a docente ressaltou o processo coletivo da construção do tema e também a importância do resgate da memória do Caldeirão de Santa Cruz. 

“A escolha do tema é sempre uma conversa no grupo. A escolha do tema este ano especialmente está ligada ao próprio nome do Caldeirão. A construção da música, da letra, é uma construção que acaba sendo coletiva, puxada, claro, pelo nosso regente Levi, que é um professor incrível. Na medida que se propõe o tema e a gente começa a tocar, começa a discutir, a gente vai afinando a letra, os sons. (…) Muitas pessoas não conhecem o que realmente aconteceu e isso também é uma escolha política dos governos, de fazer com que essa história não repercuta, não fique maior. A escolha do tema, este ano especialmente, é extremamente importante para que possamos levar para a avenida e sensibilizar as pessoas a respeito do que aconteceu”, acrescentou. 

A Prof.ª Margarida Pimentel, do Departamento de Letras Libras e Estudos Surdos (DELLES/UFC), também é brincante do Caldeirão da ADUFC desde a fundação do grupo e contou como o grupo se organiza e se movimenta ao longo do ano. 

“O Caldeirão Cultural de Batuque e Percussão da ADUFC é um grupo que promove um espaço cultural, afetuoso, educativo e alegre, no qual aprendemos sobre o toque de cada instrumento e treinamos com aquele que nos identificamos. Além disso, temos rodas de conversa sobre história, cultura, educação, política e espiritualidade. Os encontros ocorrem na sede da ADUFC, às quintas-feiras, das 19h às 21h,  com aulas de batuques variados, que vão do(s) maracatu(s) ao coco, axé e até batuque de São João e reisado”, afirmou.

“Nesse Caldeirão Cultural, eu toco alfaia e, com ela, reverencio toda a minha ancestralidade e a história de nossas raízes. É com muita alegria que integro esse grupo e seu lindo trabalho. Trata-se de um grupo inclusivo, que agrega professores associados da ADUFC, técnicos, estudantes e a comunidade, é uma autêntica ação extensionista. O Caldeirão, grupo de batuque e percussão, encontra-se aberto a novos interessados. Aproveito também para convidar as pessoas a virem vibrar conosco no desfile da Domingos “de Sapucaí”. Venham!”, acrescentou.

O desfile do Caldeirão da ADUFC acontece na segunda-feira de Carnaval (16) às 15h30, abrindo o desfile dos blocos e cordões de Carnaval na Av. Domingos Olímpio. 

Os/as docentes, técnicos-administrativos/as e estudantes que quiserem se somar ao desfile do Caldeirão na avenida devem ir vestidos de azul e branco. A concentração para o desfile acontece às 14h na sede da ADUFC em Fortaleza (Av. da Universidade, 2346).

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