A Diretoria da Seção Sindical dos(as) Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC-S.Sind do ANDES-SN), entidade sindical representativa do corpo docente das instituições federais de ensino superior no Estado do Ceará, no exercício de suas atribuições estatutárias e em consonância com os princípios constitucionais da organização sindical, vem a público manifestar-se acerca dos recentes acontecimentos envolvendo a mobilização estudantil na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB).
Nas últimas semanas, esta entidade tomou conhecimento da circulação, em redes sociais e grupos de mensagens instantâneas, de conteúdos que veiculam denúncias desprovidas de lastro fático e probatório em face da Secretária-Geral da ADUFC-S.Sind, Prof.ª Aline Abbonizio, docente do Instituto de Humanidades (IH) da UNILAB, bem como do Prof. Roberto Kennedy Gomes Franco, igualmente vinculado à referida unidade acadêmica e sindicalizado.
O teor das manifestações divulgadas não se limita à formulação de críticas acadêmicas ou institucionais legítimas, mas evidencia tentativa de constranger, deslegitimar e obstruir a atuação sindical, mediante a indução à perseguição política e à criminalização indevida de docentes e de suas práticas associativas. Trata-se de conduta incompatível com os parâmetros democráticos que devem reger o ambiente universitário, especialmente no contexto de uma instituição cuja missão institucional está orientada pela promoção da diversidade, da inclusão e da cooperação internacional, como o caso da UNILAB.
Registra-se, ainda, com preocupação, a existência de manifestações em espaços institucionais que apontam para a estigmatização da participação docente em processos legítimos de mobilização social, inclusive com menções individualizadas a docentes, o que reforça um cenário de tensionamento incompatível com a garantia da liberdade acadêmica e da pluralidade de pensamento.
A ADUFC-S.Sind reafirma que a mobilização estudantil constitui expressão legítima do direito fundamental à organização e à reivindicação, notadamente quando pautada por demandas estruturais urgentes, tais como políticas de assistência estudantil e moradia. Nesse sentido, compreende-se que o movimento docente, mesmo quando não se encontra em estado de greve, possui papel histórico e político de solidariedade ativa às lutas que concorrem para a defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.
A tentativa de criminalização dessas lutas, sobretudo quando dirigida a dirigentes sindicais, representa não apenas afronta individual, mas ataque institucional à própria entidade sindical, na medida em que busca inibir o exercício da representação coletiva e fragilizar os mecanismos democráticos de organização da categoria docente.
A ADUFC-S.Sind repudia, de forma veemente, quaisquer práticas que incitem a perseguição política, a intimidação ou a violência simbólica contra docentes, com especial gravidade quando dirigidas a mulheres em posição de liderança sindical, evidenciando traços de discriminação de gênero incompatíveis com a ordem constitucional vigente.
Reitera-se, por fim, o compromisso desta entidade com a defesa da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) enquanto espaço de produção de conhecimento crítico, democrático, antirracista e socialmente referenciado, bem como com a valorização de sua comunidade acadêmica — composta por docentes, discentes e técnicos-administrativos — como fundamento essencial para a realização de sua missão institucional.
A ADUFC-S.Sind não admitirá quaisquer tentativas de intimidação ou perseguição a docentes da UNILAB, adotando, para tanto, todas as medidas políticas e jurídicas cabíveis à salvaguarda dos direitos individuais e coletivos da categoria.
Fortaleza, 9 de abril de 2026
Diretoria da ADUFC-S.Sind
Gestão ADUFC em Movimento – Democracia e Luta
(Biênio 2025-2027)


