Na última quarta-feira (11), a ADUFC, juntamente com o SINTUFCE, UNE e UEE-CE, lançou uma nota de repúdio contra as demissões de trabalhadores e trabalhadoras terceirizados/as da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Na nota, as organizações ressaltam que se trata de uma medida grave e inaceitável, que atinge diretamente pessoas que, em muitos casos, dedicaram anos de suas vidas ao funcionamento cotidiano da universidade pública e à construção de sua história.
Leia a nota completa:
“Manifestamos indignação e repúdio às demissões de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados
ocorridas durante o processo de troca da empresa prestadora de serviços na Universidade
Federal do Ceará (UFC). Trata-se de uma medida grave e inaceitável, que atinge diretamente
pessoas que, em muitos casos, dedicaram anos de suas vidas ao funcionamento cotidiano da
universidade pública e à construção de sua história.
Em um cenário já marcado, ao longo de 2025, por atrasos salariais, insegurança e profunda
precarização dos vínculos de trabalho, é inadmissível que a mudança da empresa terceirizada
tenha servido como pretexto para a exclusão de parte das(os) trabalhadoras(es), sem qualquer
garantia de absorção pela nova contratada. A redução do quadro funcional aprofunda a
precarização, intensifica a sobrecarga de trabalho e compromete as condições mínimas de
funcionamento da universidade.
Toda a comunidade universitária conhece de perto essa realidade: prédios inteiros mantidos por
uma única trabalhadora ou trabalhador terceirizado. Diante das demissões, a pergunta que se
impõe é evidente: quem pagará o preço dessa política de cortes? As(os) trabalhadoras(es), a
comunidade acadêmica e a própria universidade pública.
Diante disso, exigimos um posicionamento público imediato da UFC sobre as demissões
ocorridas e repudiamos a decisão de permitir que a troca de empresa terceirizada resultasse em
cortes no pessoal. Reivindicamos a reversão imediata dessa medida, com a recontratação
das(os) trabalhadoras(es) demitidas(os) pela nova empresa, assegurando a continuidade de
seus vínculos e o respeito às suas trajetórias profissionais.
Essa reivindicação torna-se ainda mais legítima diante da recomposição orçamentária das
universidades federais anunciada pelo governo em 21 de janeiro de 2026, que não pode, em
hipótese alguma, conviver com práticas de precarização e exclusão de quem sustenta
diariamente a universidade pública.
Seguiremos mobilizados e organizados em defesa do trabalho digno, da universidade pública e
popular, e contra qualquer forma de precarização. Não aceitaremos que a terceirização siga
sendo sinônimo de exploração e descarte.”



