(Fotos: Nah Jereissati/ADUFC-S.Sind)
Dia 10 de julho foi um marco de luta nacional no Brasil contra os desmandos da maioria do Congresso Nacional que tem se posicionado contrário ao povo brasileiro na maioria de suas votações. Como principais pautas, o ato Centrão Inimigo do Povo trouxe para as ruas os temas do fim da escala 6×1 e a taxação dos super ricos.
Em Fortaleza, o ato se concentrou em torno da Estátua Iracema Guardiã, na Praia de Iracema, e reuniu trabalhadores e trabalhadoras. A vereadora Adriana Gerônimo (PSOL) esteve presente e compartilhou durante sua fala a importância de ocupar as ruas nesse momento tão fundamental para a luta de classes no Brasil.
“Os tempos estão difíceis, às vezes a gente fica até um pouco desesperançoso, mas o Brasil inteiro está mobilizado pela taxação dos super ricos, pela redução da jornada de trabalho exaustiva da classe trabalhadora, organizado também para garantir a isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais. (…) A gente não pode deixar brecha para o centrão e a extrema direita avançarem nessa agenda negacionista, nessa agenda que ataca os nossos direitos básicos, por isso toda mobilização é importante e fundamental. Por que o Congresso acha que é normal cortar na carne de pessoas pobres que já não têm direito básico algum e privilegiar os empresários milionários?”, declarou Adriana Gerônimo.
A vereadora também ressaltou durante sua fala no ato a importância de colocar luz sobre o tema das Bets que tem desestruturado a vida de muitas famílias brasileiras, ocasionando o aumento de violência e o crescimento de problemas de saúde mental na população.

A ADUFC esteve presente no ato a partir de integrantes da atual diretoria, conselho de representantes e também de docentes filiados/as. Para a Prof.ª Helena Selma Azevedo, docente aposentada do Centro de Ciências Agrárias da UFC, a presença dos/as docentes nas lutas também tem uma função educativa.
“Sempre os/as professores/as, principalmente os/as do sindicato, são muito ligados às lutas populares. A importância primeiro é educativa, porque ao se envolver na luta, os/as professores/as podem também fazer uma educação com os/as estudantes em relação às principais lutas de cada época, porque cada época tem sua luta, a gente não para de lutar. Agora é soberania, é a escala 6×1, contra a anistia de golpista, a tarifação dos BBB – que são bets, bancos e bilionários”, pontuou.
A professora também ressaltou que, apesar dos períodos de desesperança por conta do crescimento de ideias conservadoras, é importante entender que a luta do povo brasileiro conquistou avanços, e que é preciso seguir lutando para não retroceder.
“A gente pensa que não avança, mas avança. Eu entrei na luta no tempo em que a gente lutava pela continuação das universidades públicas. Então, é muito importante que os docentes se envolvam com as lutas populares”, acrescentou.









