Comunicação e Cultura – ADUFC https://www.adufc.org.br Seção Sindical dos(as) Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará Thu, 13 Jan 2022 19:08:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.adufc.org.br/wp-content/uploads/2023/01/cropped-logo-adufc-32x32.png Comunicação e Cultura – ADUFC https://www.adufc.org.br 32 32 LUTA POR INCLUSÃO – “Jornada ADUFC e Rede Surdos” realiza segunda mesa de debate na próxima terça-feira (18/1) https://www.adufc.org.br/2022/01/13/luta-por-inclusao-jornada-adufc-e-rede-surdos-realiza-segunda-mesa-de-debate-na-proxima-terca-feira-18-1/ Thu, 13 Jan 2022 19:08:48 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=20595

A Jornada ADUFC e Rede Surdos: as lutas surdas em foco tem continuidade na próxima terça-feira, 18 de janeiro, às 15h, com a realização da segunda mesa-redonda da programação, que abordará as “Histórias de vida e o direito de ser cidadão surdo”. A live estava inicialmente marcada para o último dia 16/12, mas teve de ser adiada. Os debates são mensais e transmitidos sempre no YouTube da ADUFC-Sindicato; o primeiro ocorreu no dia 12/11. 

Na próxima mesa-redonda, os convidados são os professores Andre Reichert, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Germana Rodrigues, do Instituto Cearense de Educação dos Surdos (ICES); Messias Costa, da Universidade de Brasília (UnB); e Mariana Lima, da Universidade Federal do Ceará (UFC). A interpretação em Libras, durante o debate, será feita por Jhon Oliveira, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), e Raphael Freire (UFC). A Profª. Ana Paula Rabelo, 1ª tesoureira da ADUFC, coordenará a mesa, e a Profª. Margarida Pimentel, do Departamento de Letras Libras e Estudos Surdos (DELLES/UFC), fará a apresentação.

“O Rede Surdos é um site que vem ser um suporte à sociedade, às instituições. Nele, há vários glossários de áreas específicas que servem de apoio para instituições públicas e privadas”, explica o Prof. Rundesth Nobre, docente do DELLES/UFC. “Os sinais que existem no Rede Surdos já passaram por estudos em laboratório terminológico, com uma equipe, voluntários, pessoas colaboradoras. E isso foi passado por um processo de validação”, acrescenta.

Essa é mais uma iniciativa da ADUFC de ampliação da acessibilidade e pluralidade reforçadas desde a gestão iniciada em 2019. A entidade realiza a jornada através do Grupo de Trabalho (GT) Comunicação e Cultura, junto com a Rede Surdos – projeto colaborativo voltado à educação de surdos capitaneado pelo DELLES/UFC e entidades parceiras. Entre os temas debatidos nas lives está a luta pela inclusão e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) – aspecto central da cultura surda.

]]>
LUTA POR INCLUSÃO – Jornada ADUFC e Rede Surdos realiza segunda mesa de debate na próxima quinta-feira (16/12) https://www.adufc.org.br/2021/12/08/luta-por-inclusao-jornada-adufc-e-rede-surdos-realiza-segunda-mesa-de-debate-na-proxima-quinta-feira-16-12/ Wed, 08 Dec 2021 20:15:41 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=20451

A Jornada ADUFC e Rede Surdos: as lutas surdas em foco tem continuidade na próxima quinta-feira, 16 de dezembro, às 16h, com a realização da segunda mesa-redonda da programação, que abordará as “Histórias de vida e o direito de ser cidadão surdo”. Os debates são mensais e transmitidos sempre no YouTube da ADUFC-Sindicato. A primeira live ocorreu no dia 12/11 e pautou o tema “Histórias de vida e da educação de surdos”.

Na mesa-redonda do dia 14/12, os convidados são os professores Andre Reichert, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Germana Rodrigues, do Instituto Cearense de Educação dos Surdos (ICES); Messias Costa, da Universidade de Brasília (UnB); e Mariana Lima, da Universidade Federal do Ceará (UFC). A interpretação em Libras, durante o debate, será feita por Jhon Oliveira, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), e Raphael Freire (UFC). A Profª. Ana Paula Rabelo, 1ª tesoureira da ADUFC, coordenará a mesa, e a Profª. Margarida Pimentel, do Departamento de Letras Libras e Estudos Surdos (DELLES/UFC), fará a apresentação.

“O Rede Surdos é um site que vem ser um suporte à sociedade, às instituições. Nele, há vários glossários de áreas específicas que servem de apoio para instituições públicas e privadas”, explica o Prof. Rundesth Nobre, do Departamento de Letras Libras e Estudos Surdos (DELLES/UFC). “Os sinais que existem no Rede Surdos já passaram por estudos em laboratório terminológico, com uma equipe, voluntários, pessoas colaboradoras. E isso foi passado por um processo de validação”, acrescenta.

Essa é mais uma iniciativa da ADUFC de ampliação da acessibilidade e pluralidade reforçadas desde a última gestão do sindicato. A entidade realiza a jornada através do Grupo de Trabalho (GT) Comunicação e Cultura, junto com a Rede Surdos – projeto colaborativo voltado à educação de surdos capitaneado pelo DELLES/UFC e entidades parceiras. Entre os temas debatidos nas lives está a luta pela inclusão e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) – aspecto central da cultura surda.

]]>
ACESSIBILIDADE – ADUFC e Rede Surdos dão início a jornada mensal de debates com transmissão ao vivo e estreia na sexta-feira (12/11) https://www.adufc.org.br/2021/11/05/acessibilidade-adufc-e-rede-surdos-dao-inicio-a-jornada-mensal-de-debates-com-transmissao-ao-vivo-com-estreia-na-sexta-feira-12-11/ Fri, 05 Nov 2021 21:27:44 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=20084

A discussão sobre os recursos e o estabelecimento da interação e acesso ao conhecimento entre surdos, educadores e demais profissionais interessados ganha uma nova aliada, a partir da próxima sexta-feira (12/11), quando começa a Jornada ADUFC e Rede Surdos: as lutas surdas em foco. Em atividades mensais, mesas-redondas transmitidas em formato virtual (lives) reunirão docentes e estudantes acerca do tema. A primeira live tem início às 15h, com transmissão pelo canal da ADUFC no YouTube.

Em mais uma iniciativa de ampliação da acessibilidade e pluralidade reforçadas desde a última gestão do sindicato, a entidade realiza a jornada através do Grupo de Trabalho (GT) Comunicação e Cultura, junto com a Rede Surdos – projeto colaborativo voltado à educação de surdos capitaneado pelo Departamento de Letras Libras e Estudos Surdos  da Universidade Federal do Ceará (DELLES/UFC) e entidades parceiras. Na mesa de estreia, três professores e uma estudante da UFC participarão do debate, mediado pelo Prof. Tiago Coutinho, coordenador do GT e diretor de Atividades Científicas e Culturais da ADUFC.

A promoção da cultura surda e da acessibilidade a essa comunidade intensificada pelo sindicato é destacada pela Profª Margarida Pimentel (DELLES/UFC), uma das coordenadoras da Rede Surdos e também uma das organizadoras da jornada. “Nossa ideia é discutir as lutas da comunidade surda sob vários aspectos; e também aproveitando a participação ativa que ela tem na própria UFC e na ADUFC”, inclusive nos espaços deliberativos, como o Conselho de Representantes do sindicato, acrescenta a docente.

A luta pela inclusão e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) – aspecto central da cultura surda – vai “passear” pelos debates ao longo das várias lives programadas para a jornada. A primeira delas, no próximo dia 12, terá a participação dos professores Rundesth Nobre e Rodrigo Machado, além da própria Margarida – todos da UFC. Rundesth integra o Conselho de Representantes da ADUFC e é mestre em Linguística. Já Rodrigo é intérprete de Sinais Internacionais, professor do DELLES e doutorando em Linguística – pesquisador surdo que se encontra atualmente na Alemanha realizando estudos.

Dessa atividade de estreia, também participará como debatedora a estudante Tatiana Souza, aluna surda do curso de Ciências Contábeis da UFC. Ela relatará, entre outras coisas, a experiência de ter estudado durante toda a educação básica sem contato algum com pessoas surdas. O pouco que aprendeu, segundo afirma a Profª. Margarida Pimentel, foi numa convivência breve com uma professora na infância, e que conhecia sinais bem elementares. “E foi ela quem ensinou alguns sinais pra Tatiana. Mas a professora foi transferida e a menina ficou na escuridão de novo. Com o passar do tempo, ela foi esquecendo dos sinais que aprendeu”. A jornada da estudante até ser aprovada no ENEM e sua experiência na UFC é um bom exemplo da importância do pertencimento a uma comunidade.

“Sigo os ensinamentos de Paulo Freire sou apaixonada por todas essas interações que a comunidade surda nos proporciona e pela história de cada um. Porque as pessoas falam da educação do quilombola, da educação indígena, mas não entendem que os surdos precisam conviver com seus pares e com surdos adultos para favorecer a proficiência em sua própria língua. E é por isso que a gente vem com essa jornada. A ADUFC já tem uma prática nesse sentido. E é mais uma forma de a gente sair dos nossos muros”, explica a coordenadora da Rede Surdos.

]]>
COMUNICAÇÃO E CULTURA – Livro “Contribuições para um debate não-cidadão” será lançado com roda de conversa no dia 4 de novembro https://www.adufc.org.br/2021/10/29/comunicacao-e-cultura-livro-contribuicoes-para-um-debate-nao-cidadao-sera-lancado-com-roda-de-conversa-no-dia-4-de-novembro/ Fri, 29 Oct 2021 17:39:09 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=20036

“Os princípios morais de cidadania não nos protegem.
É inevitável não apostar na força política revolucionária
do fracasso programado da nossa não-cidadania,
para elaborarmos estratégias de realização do impossível.
A inclusão não nos liberta!”

Num questionamento poético dos papéis das instituições e suas formas de organização, será lançado, na próxima quinta-feira (4/11), o livro “Contribuições para um debate não-cidadão”, da artista e cientista social Tiago Manguebixa. Na ocasião, professores/as das áreas de História e Jornalismo participarão de uma conversa com a autora cearense, natural de Barbalha. A atividade é uma realização da ADUFC-Sindicato, através do Grupo de Trabalho (GT) Comunicação e Cultura, em parceria com o SINDURCA. Ambas as entidades farão transmissão ao vivo, via YouTube, do debate de lançamento, que terá início às 16h.

“O livro é uma provocação a pensarmos, de alguma forma, a imaginação de autoria negra, a partir das criações de Tiago, das suas poéticas, da sua possibilidade de existência por meio da arte, da escrita”, avalia a Profª. Elane Abreu, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri (UFCA) e convidada para o debate. A pesquisadora aponta como relevante essa provocação à “expansão dos limites das caixas que muitas vezes são colocadas para as existências negras”. Elane lembra, ainda, que corpos negros muitas vezes estão violentados por discursos colonialistas e limitadores: “a provocação de Tiago para um debate não-cidadão é também se colocar como essa autora que não está enquadrada num determinado modelo herdado, limitado, para uma imaginação negra”.

Além de Elane, participarão da conversa com a autora os professores Thiago Florêncio, do curso de História da Universidade Regional do Cariri (URCA) e Tiago Coutinho, também do curso de Jornalismo da UFCA e membro do GT realizador do lançamento. Coutinho, que também é diretor de Atividades Científicas e Culturais da ADUFC, diz enxergar a promoção e divulgação de artes que não são tão acessíveis como um dos papéis do sindicato. “Artes que estão sendo produzidas fora do grande circuito, como esse livro, uma experiência artesanal feita de forma muito vigorosa e que traz uma série de reflexões que são urgentes e necessárias pro nosso mundo”, exemplifica.

Ainda de acordo com o Prof. Tiago Coutinho, a obra livro “Contribuições para um debate não-cidadão”, questiona os papéis das instituições, discutindo as nossas formas de organização. “Esses debates também são importantes e necessários que o sindicato os faça, tanto como uma forma de tentar promover uma arte revolucionária, como também uma forma de arejar nosso dia a dia, de trazer outras reflexões. Poder trazer um debate que não seja estritamente sindical. É o que a gente almeja com o lançamento desse livro”, explica.

“Fracasso enquanto força política”

Tiago Manguebixa tem 23 anos e descreve-se, na própria obra, como “uma pessoa preta com melanina enfática”, “sem dinheiro no banco” e que dá “vazão ao desejo que corre apesar de e além das normas”. Atualmente mestranda em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), a autora refere-se ao conteúdo do livro como “textos de experiência, acontecimentos, atravessamentos”. A evocação de uma espécie de “livro-performance” também é sugerida por ela.

O papel questionador a que se referem os professores-debatedores é evidenciado ao longo da obra e no próprio discurso da autora, quando ela exemplifica a existência de “vários grupos que estão denunciando que o principal violentador deles é o Estado e, paralelo a isso, a gente recorre ao Estado em busca de proteção”. Tiago Manguebixa defende que existe uma limitação dada a partir do mesmo lugar em que se cria o problema: “Esse livro é sobretudo essa questão: como é que podemos liberar nossa imaginação desse cativeiro que nos diz que as respostas virão do mesmo lugar em que se constrói o mesmo problema que estamos enfrentando?”.

A autora também convida o/a leitor/a a refletir o fracasso enquanto força política, e não como uma força paralisante. “Nossa forma de fazer política já está num lugar de escassez. Ao invés de pensar essa escassez, essa crise e esse fracasso como esse lugar de paralisia, podemos habitar esse fracasso e extrair dele uma imaginação que possa nos permitir pensar, fazer, sentir outras coisas”, aponta Tiago Manguebixa. 

(*) O lançamento-debate tem início às 16h do dia 4/11, com transmissão ao vivo pelos canais da ADUFC e do SINDURCA no YouTube.

]]>
“PAULO FREIRE HOJE” – Semana do Professor e da Professora da ADUFC começa no dia 11/10 com intensa programação online e gratuita https://www.adufc.org.br/2021/10/08/paulo-freire-hoje-semana-do-professor-e-da-professora-da-adufc-comeca-no-dia-11-10-com-intensa-programacao-online-e-gratuita/ Fri, 08 Oct 2021 17:20:01 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=19794

Dezenas de atividades, todas abertas ao público, já estão programadas para a Semana do Professor e da Professora da ADUFC, que terá início na próxima segunda-feira (11/10) e segue até o dia 15. Este ano, com o tema “Paulo Freire Hoje”, a programação será realizada de forma totalmente remota (online), com oficinas (inscreva-se ), mesas de debates, shows, peças de teatro e lançamentos de livros. Um tempo de reafirmar os ensinamentos de Paulo Freire, ampliando seus horizontes possíveis. 

A realização da “Semana Paulo Freire Hoje” é uma iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) de Comunicação e Cultura e da Diretoria da ADUFC, que transmitirá todas as atividades em seu canal no YouTube. Ao longo dos próximos dias, a intensa agenda programada para o evento, feita de forma colaborativa, também será aprofundada nas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram) e no próprio site do sindicato. “Não só os debates, mas todas as atrações culturais foram pensadas dialogando com o pensamento do educador, no ano que celebra seu centenário”, destaca o Prof. Tiago Coutinho, diretor de Atividades Científicas e Culturais da ADUFC e um dos organizadores da Semana.

A noite de abertura do evento, programada para as 18h30 do dia 11 de outubro, já destaca um dos pontos altos da semana – o lançamento do livro “Cenários da Libertação: Paulo Freire na prisão, no exílio e na universidade”. A obra também será o presente aos/às docentes, que o receberão em casa. O livro foi escrito por Clodomir Santos de Morais e reeditado recentemente pela Editora Expressão Popular, com apoio da ADUFC. Os pernambucanos Clodomir de Morais e Paulo Freire eram amigos de longa data, estiveram encarcerados juntos durante o período da ditadura civil e militar no Brasil e lutavam por causas semelhantes.

O dia 11 também será dedicado à Profª. Izaíra Silvino. Maestrina e compositora, ela foi a responsável pela reativação do Coral da ADUFC, em 2014, onde atuou como regente até 2017, com a apresentação de importantes espetáculos. Docente aposentada da Faculdade de Educação da UFC, Izaíra partiu no último dia 14/8, vítima de complicações de um câncer contra o qual lutava nos últimos meses, às vésperas de completar 76 anos. O Coral da UFC apresentará duas músicas, em celebração a ela e a Paulo Freire e, após o lançamento do livro, com o mesmo mote, será apresentado o show “De sons a saberes: Paulo Freire e Izaíra Silvino”. O espetáculo é uma homenagem do Grupo 30 Cordas, composto por cinco violonistas que viajam através das fronteiras das músicas popular e erudita.

A abertura, que ocorre na segunda-feira (11/10) terá espetáculo do Grupo 30 Cordas (Foto: Rômulo Santos)

Celebrando a docência, enfrentando a atual conjuntura

Trazer Paulo Freire como ponto central da Semana do Professor e da Professora, neste ano de 2021, especialmente, mais do que celebrar, significa uma proposta de animar a categoria com a perspectiva de transformação da sociedade. “Nós temos vivenciado uma conjuntura muito difícil, de muitos ataques, de muita brutalidade”, lembra a Profª. Helena Martins, secretária geral da ADUFC e também uma das organizadoras do evento.

Rodas de conversa, mesas de debate, oficinas e espetáculos foram pensados, dentro da programação, com o propósito de enfrentar a atual conjuntura refletindo, atuando, intervindo e também sonhando outros sonhos possíveis. “A nossa semana tem também esse intuito: trazer Paulo Freire, novamente falar de uma educação libertadora, de uma educação dialógica, que seja pautada no encontro entre os mais diferentes saberes e numa perspectiva de transformação da sociedade”, enfatiza Helena Martins, acrescentando que é algo que se mostra ainda tão necessário neste momento em que “as desigualdades sociais batem à porta”.

Universidades em pauta e a luta por uma educação emancipadora

A terça-feira (12) segue com mesa à tarde (“Dialogicidade Freireana e contributo para um novo tempo”) e roda de conversa à noite – desta vez, destacando “Paulo Freire e a universidade que queremos: diversidade de sujeitos e saberes”. A partir das lutas populares, as universidades têm sido transformadas, passando a ser compostas por uma maior diversidade de sujeitos que trazem para estes espaços também suas experiências, saberes e seus questionamentos das lógicas hegemônicas de ensino e ciência. Como potencializar o diálogo? Como fortalecer essa participação e, com ela, a luta por uma educação emancipadora? Quais desafios se colocam neste processo? É o que tentarão trazer à discussão os/as convidados/as.

Uma outra roda de conversa abordará, na tarde da quarta-feira (13), os “Desafios para a curricularização da extensão”, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). No livro “Extensão ou comunicação?”, Paulo Freire lembra que o conhecimento se constrói por meio de um processo de comunicação e intercomunicação, “e nunca através da extensão do pensado de um sujeito até o outro”. O propósito desse debate é refletir sobre como construir uma extensão crítica e dialógica neste contexto.

Destaque, ainda, para a mesa “Docentes em Movimento: nossas batalhas contra o governo Bolsonaro”, que ocorrerá na tarde do dia 14, refletindo sobre como os ataques do atual governo ao serviço público, em especial à educação, tem interferido no cotidiano das professoras e dos professores. “O desmonte do estado brasileiro só não foi maior graças ao trabalho incansável dos sindicatos e movimentos sociais. A ideia é compartilhar as experiências das lutas cotidianas”, avalia o Prof. Bruno Rocha, presidente da ADUFC e um dos participantes da mesa.  

Grupo Sol na Macambira se apresenta na quinta-feira (14/10) (Foto: Jade Luiza/Terreiro Cariri MOACPES)

Tempos de resistir:  das memórias de quarentena à musicalidade do sertão 

A noite de quinta-feira (14) será marcada por atividades culturais que simbolizam resistência. Primeiro, com o lançamento do e-book “Memórias da Quarentena”, seguido de homenagem aos/às professores/as vítimas da Covid-19. A obra, coletiva, tenta partilhar a vida em textos, num momento de medos, inseguranças e instabilidades. A iniciativa de três professoras (Alba Carvalho, Ângela Pinheiro e Camila Holanda) foi tomando formas, reunindo relatos de pessoas com inserções, emoções e realidades diversas. Ganhou amplitude. Em 74 textos, e a partir de seus engajamentos políticos, profissionais e afetivos, diferentes atores sociais compartilharam os sentidos de suas vivências e percepções sobre o isolamento social e a pandemia que ainda não acabou.

Na sequência, o show “O Trovador do Tempo” canta da indignação à resistência e beleza dos terreiros do sertão. Com músicas autorais, a banda Sol na Macambira apresenta o Cariri cantado e poetizado a partir do imaginário popular, dos terreiros culturais, das lutas sociais e da mistura sonora que evidencia a contemporaneidade do ancestral. Formado por lutadores sociais, o grupo musical desenvolve ações nas áreas da educação, cultura, tradição, patrimônio, saúde, arte, desenvolvimento social e meio ambiente.

O encerramento da Semana ocorrerá na sexta-feira (15), com a apresentação de um mural a ser construído coletivamente com informações de projetos de ensino, pesquisa e extensão de inspiração freireana desenvolvidos em nossas universidades. No mesmo dia, também ocorrerão Círculos de Cultura, um método criado por Paulo Freire que parte do pressuposto da construção do conhecimento por meio do diálogo – fator básico e necessário à prática pedagógica democrática. A noite será encerrada com a peça teatral “Napoleão”, do Grupo Pavilhão da Magnólia, com texto e direção de Marcelo Romagnoli (SP).

As atividades da Semana do Professor e da Professora da ADUFC não necessitam de inscrição prévia, exceto oficinas/minicursos da manhã de quarta-feira (13), que ocorrerão em quatro salas simultâneas – as inscrições já estão abertas, via formulário a ser preenchido até o dia 10/10.  São elas: “Oralidade, diálogos e tecnologia”, com Kamila Fernandes (Oficina 1); “O método Paulo Freire: teoria e prática”, com Dilmar Miranda (Oficina 2); “Letramentos e Decolonialidades: perspectivas introdutórias”, com Alexandre Cadilhe (Oficina 3); e “Círculo de Cultura Freireano em tempos de ensino remoto”, com Camilla Rocha (Oficina 4).

(*) Acesse AQUI toda a programação da Semana Paulo Freire Hoje

]]>
NOTA DO GRUPO DE TRABALHO DE COMUNICAÇÃO E CULTURA – Obscurantismo negacionista não pode calar o debate público https://www.adufc.org.br/2020/07/30/nota-do-grupo-de-trabalho-de-comunicacao-e-cultural-obscurantismo-negacionista-nao-pode-calar-o-debate-publico/ Thu, 30 Jul 2020 22:02:30 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=15054

Um dos principais papéis sociais do Jornalismo é apontar inconsistências, inadequações e até desvios de instituições em relação ao interesse público. Em geral, interessam ao jornalismo tanto as instituições públicas como as privadas, mas às públicas costuma ser destinado um olhar ainda mais aguçado – afinal, estas devem estar voltadas à coletividade, para beneficiar a população da forma mais ampla possível. Quando uma instituição pública é submetida a interesses de um grupo político específico, trata-se de um desvio grave, que merece sim a atenção de jornalistas para que essa postura seja devidamente exposta e colocada em discussão pela sociedade, para que isso, enfim, seja alterado.

Foi o que fez o jornalista cearense Demitri Túlio ao tratar da postura do Colégio Militar de Fortaleza (um colégio público) em relação à pandemia de Covid-19 em um texto publicado no último domingo (dia 26/7), no jornal O Povo, com o título “Um colégio que nega a pandemia?”. Uma postura que tem sido marcada pelo negacionismo, como relatam pais de alunos, seguindo o comportamento de um grupo político muito específico, que considera o coronavírus uma “gripezinha” e divulga medicamentos aleatórios como a verdadeira cura da doença, mesmo diante de quase 90 mil mortes confirmadas somente em território brasileiro, em pouco mais de quatro meses de disseminação do vírus.

Demitri fez o que costuma fazer, com coerência e profissionalismo ao longo de toda a sua premiada carreira de jornalista: ouviu diferentes fontes, checou as informações e relatou o que havia apurado em sua coluna de opinião no referido veículo de comunicação.

Logicamente, como toda e qualquer publicação jornalística, ainda mais sendo de caráter opinativo, pode haver discordâncias, críticas. Porém, a reação ao texto se deu como uma verdadeira perseguição, combinada a uma tentativa de destruição da reputação do jornalista, difundida pelas redes sociais.

Mais do que expressar algum nível de divergência em relação ao que foi publicado, esse tipo de ação expõe uma tentativa de calar o jornalista e qualquer outro que eventualmente possa criticar um comportamento oriundo de militares que, alinhados ao governo Bolsonaro, negam a ciência, negam números, negam a realidade, para se manter no poder.

Nós, que fazemos o Grupo de Trabalho de Comunicação e Cultura da ADUFC-Sindicato, expressamos nesta carta toda a solidariedade ao jornalista Demitri Túlio. E reforçando que, de maneira alguma, movimentações truculentas e alinhadas a um obscurantismo negacionista terão força suficiente para calar o debate público.

Fortaleza, 30 de julho de 2020
Grupo de Trabalho de Comunicação e Cultura da ADUFC-Sindicato

(*) CLIQUE AQUI para baixar esta nota em pdf

]]>