Políticas de Classe, Étnico-Raciais, Gênero e Diversidade Sexual – ADUFC https://www.adufc.org.br Seção Sindical dos(as) Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará Tue, 29 Jul 2025 13:56:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.adufc.org.br/wp-content/uploads/2023/01/cropped-logo-adufc-32x32.png Políticas de Classe, Étnico-Raciais, Gênero e Diversidade Sexual – ADUFC https://www.adufc.org.br 32 32 MOBILIZAÇÃO – GTPCEGDS da ADUFC convida docentes para reunião virtual na quarta-feira (30), às 18h30 https://www.adufc.org.br/2025/07/29/mobilizacao-gtpcegds-da-adufc-convida-docentes-para-reuniao-virtual-na-quartse-reune-na-quarta-feira-30-as-18h30/ https://www.adufc.org.br/2025/07/29/mobilizacao-gtpcegds-da-adufc-convida-docentes-para-reuniao-virtual-na-quartse-reune-na-quarta-feira-30-as-18h30/#respond Tue, 29 Jul 2025 12:31:30 +0000 https://www.adufc.org.br/?p=32098 Na próxima quarta-feira (30), o Grupo de Trabalho de Política de Classe para Questões Étnico-Raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) da ADUFC se reúne a partir das 18h30 de forma online. 

A coordenação do GTPCEGDS convida a todos/as os/as docentes que desejem participar a preencher o formulário para receber o acesso à reunião. 

Reunião do GTPCEGDS – Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual
Quando? Quarta (30/07), 18h30, online
Participação: Os/as docentes que desejam participar da reunião devem se inscrever no
forms do GTPCEGDS

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Com debates, simpósios, minicursos e oficinas, II Seminário Negras e Negros no Ceará ocorre de 25 a 27 de agosto https://www.adufc.org.br/2021/08/13/com-debates-simposios-minicursos-e-oficinas-ii-seminario-negras-e-negros-no-ceara-ocorre-de-25-a-27-de-agosto/ Fri, 13 Aug 2021 18:35:29 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=19116

Será realizado de forma online, de 25 a 27 de agosto, o II Seminário Negras e Negros no Ceará, que nesta edição traz como tema os 140 anos da rebelião dos jangadeiros no estado (onde hoje fica a Praia de Iracema, em Fortaleza) e aborda debates sobre ações afirmativas, cotas e re-existências da população negra. A programação inclui mesas-redondas, simpósios temáticos, minicursos, oficinas e performances culturais, além da 2ª Reunião do Fórum de Ações Afirmativas e da Educação das Relações Étnico-Raciais nas universidades cearenses, que ocorre no primeiro dia do encontro, às 10h.

Nesta segunda edição, o seminário, que é um evento bianual, visa reunir pesquisadoras/es da História da negra e do negro no Ceará e ser um espaço de debate social e acadêmico para mapear produções científicas em diferentes áreas do conhecimento sobre o tema. Também busca reunir instituições de ensino e pesquisa com produção dentro deste campo de investigação; e promover discussões que deem visibilidade a formas de re-existências contra as penalidades do racismo no passado e no presente e à ampliação e efetivação das políticas de ações afirmativas no Ceará. Outro objetivo do seminário é romper com o apagamento histórico, o sexismo e o epistemicídio.

O seminário é uma iniciativa do Grupo de Estudos Discurso, Identidades, Raça e Gênero (GEDIRG), vinculado ao Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em História e Letras da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (FECLESC/UECE), ao lado da UNILAB, da URCA, da UFC e da Unifor, com parceria de movimentos sociais negros, coletivos culturais e redes de religiões afro-brasileiras.

(*) As inscrições para participar como ouvinte do seminário podem ser realizadas, gratuitamente, até o dia 25 de agosto no site do seminário. 

(*) O prazo para envio dos trabalhos completos é de 1​​º de setembro a 1º de novembro.

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Nota de repúdio dos GTs de Gênero e Raça ao julgamento de André Aranha https://www.adufc.org.br/2020/11/04/nota-de-repudio-dos-gts-de-genero-e-raca-ao-julgamento-de-mariana-ferrer/ Wed, 04 Nov 2020 21:53:09 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=15839

As cenas do julgamento de André Aranha, divulgadas pelo site The Intercept, chocaram o país. Igualmente chocante foi a sentença exarada pelo juiz, a absolvição do réu por supostamente não ter tido intenção. Em um país em que as mulheres são odiadas, a julgar pela violência, a sobrecarga de trabalho e a desigualdade salarial que as atingem, os Grupos de Trabalho de Políticas de Classe e Étnico-Raciais e Políticas de Gênero e Diversidade Sexual da ADUFC vêm a público se solidarizar com Mariana Ferrer, a vítima, e repudiar o sórdido ato de misoginia que foi esse julgamento.

A trágica pandemia de Covid-19 tem nos mostrado a importância da solidariedade para as mudanças sociais de que precisamos. No caso em questão, falamos de uma jovem de 21 anos, idade média de nossas alunas, interpelada por homens em audiência judicial, na qual o empresário André de Camargo Aranha era acusado pelo Ministério Público de ter estuprado a jovem Mariana Ferrer em um bar de Florianópolis (SC) em 2018. O acusado seria absolvido das acusações em 1ª instância em sentença publicada em setembro. Os detalhes dessa absolvição, revelados agora, mostram-se chocantes e repulsivos.

A audiência registrada em vídeo, publicada na última quarta-feira (3/11) pelo The Intercept Brasil, revelou os traços cruéis do machismo estrutural em nossa sociedade. Durante a audiência, a vítima é ofendida, acuada, subalternizada ao ponto de ter sua dignidade roubada perante os “olhos vendados” da justiça. São mostradas fotos sensuais da vítima e classificadas como “ginecológicas” de forma extremamente pejorativa, maculando o espaço de decisão judicial com ofensas de baixo nível. Após a exposição das cenas da audiência, a Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu abrir uma apuração preliminar para investigar a conduta do juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, na condução da audiência do caso Mariana Ferrer. Em 2020, o CNJ instituiu um grupo de trabalho de Gênero e Raça, fato novo e alvissareiro para este Brasil racista e misógino.

As cenas reveladas pelo The Intercept, pelo teor de crueldade e pela permissividade da utilização de métodos de humilhação e tortura psicológica contra uma mulher, demonstram a falência intelectual e moral de instituições que deveriam proteger a vítima e não o agressor.

A ideia cínica de um estupro “sem intenção” figura nas justificativas cotidianas de manutenção da violência doméstica, da violência sexual infantil, do abandono parental, de toda violência fruto de estruturas injustas, do privilégio de quem é homem, branco e rico. Nós não seremos coniventes e denunciaremos a cultura do estupro, que expõe a mulher à violência e à culpabilização, enquanto instiga e protege seu agressor. Sabemos como opera o patriarcado, mas aos poucos as sementes de Marielles e Marianas e Marias vão germinar. Estaremos juntas nessa alvorada. Hoje queremos ouvi-las, acolhê-las, apoiá-las, como nossa querida colega Lola Aronovich nos ensina. Vamos seguir denunciando o assediador, o estuprador, o processo de julgamento crivado de misoginia e anunciar que não haverá nenhum minuto de silêncio, enquanto uma de nós estiver em vulnerabilidade nesta sociedade desigual, patriarcal e violenta.

Fortaleza, 4 de novembro de 2020
Grupo de Trabalho de Políticas de Gênero e Diversidade Sexual
Grupo de Trabalho de Políticas de Classe e Étnico-Raciais

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O que a universidade tem a ver com a violência contra as mulheres: o caso do Pici https://www.adufc.org.br/2019/11/06/o-que-a-universidade-tem-a-ver-com-a-violencia-contra-as-mulheres-o-caso-do-pici/ Wed, 06 Nov 2019 21:38:51 +0000 http://localhost/adufcantigo/?p=13169 Nota dos GTs de Políticas de Classe, Étnico-Raciais, Gênero e Diversidade Sexual

As universidades espelham as relações presentes na sociedade. No seu interior, está o futuro expresso nos projetos de pesquisa, práticas de extensão, na aposta em uma formação emancipadora. Também temos desafios presentes mediados pelo passado, pela história, pelo que fomos e pelo muito que nos constitui, inclusive pelo muito que necessitamos transformar, mudar e fazer emergir mulheres e homens novos. Reconhecer os desafios e a violência que nos envolve cotidianamente talvez seja o primeiro passo. Os dados certamente subestimados da violência contra as mulheres são aterradores.

Segundo o 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de estupros cresceu no país de 2016 a 2017, passando de 54.968 para 60.018 casos registrados, um aumento de 8,4% em um ano. Desde que a Lei do Feminicídio (13.104/15) entrou em vigor, em 2015, o número de casos registrados pela Segurança Pública aumentou 62,7%. A lei prevê situações em que a vítima é morta em decorrência de violência familiar ou doméstica.

A violência é alimentada no cotidiano, nas relações do dia a dia, entre colegas, no compartilhamento de mensagens nas redes sociais, no mau uso hierárquico das relações acadêmicas, na insegurança que permeia o ir e vir das mulheres nos espaços públicos. A conivência com atos de importunação, assédio e autoritarismo movimenta esta máquina de dor e silêncio.

Convocamos toda a sociedade acadêmica à reflexão e à ação: tolerância zero contra abusos, autoritarismo e misoginia. Que cada campus possa criar uma instância de escuta e acolhimento de denúncias. Que seja de todos nós o sofrimento de uma estudante, de uma professora, de um(a) negro(a), de uma pessoa LGBT+.

A administração da universidade deve ser firme em relação à violência contra as mulheres e responder aos questionamentos da sociedade, deve munir a comunidade com informações e ações de combate ao machismo, à violência e a todas as formas de subjugação feminina.

Os Grupos de Trabalho de Políticas de Raça, Gênero e Classe da ADUFC convida a todos(as) os(as) docentes para somar esforços na elaboração de estratégias de formação e ação sindical neste campo. Será uma alegria contarmos com um maior número de colegas. Firmes na luta, que não para, que vem de longe e que tem horizonte!

Fortaleza, 5 de novembro de 2019

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