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MANIFESTAÇÕES 29M – Por vacinação massiva e defesa da educação, ADUFC participa de carreata Fora Bolsonaro em Fortaleza

A ADUFC juntou-se a milhares de manifestantes, no último sábado (29/5), para reforçar a programação do Dia Nacional de Luta Por Fora Bolsonaro, que contou com atos em todos os estados brasileiros e Distrito Federal, e em cidades de outros países. Aderindo à mobilização nacional, o sindicato participou da carreata Fora Bolsonaro, que ocorreu em Fortaleza. De seus carros e motos, milhares de pessoas protestaram contra a gestão do governo federal que, diante de uma pandemia que já matou mais de 460 mil brasileiros, não tem qualquer compromisso com a vida. Na pauta de reivindicações, vacinação para todas e todos, Auxílio Emergencial de R$ 600, defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e protestos contra as privatizações e ataques sistemáticos ao serviço público. 

Fotos: bluzfilms

A carreata teve início nas proximidades do estádio Castelão, em frente ao Centro de Formação Olímpica (CFO), e seguiu em direção à BR-116 e percorrendo, na sequência, as avenidas Aguanambi e Antônio Sales até a Praça da Imprensa, onde o ato foi encerrado e os carros se dispersaram. Ainda na concentração, a ADUFC distribuiu camisas, adesivos e faixas confeccionadas para o protesto, com frases em defesa da educação, da vacinação massiva e da ciência e contra esse projeto federal de desmonte do serviço público.

Com bandeiras e faixas em punho, manifestantes gritaram Fora Bolsonaro e cobraram vacina para toda a população, além de solidariedade a outras pautas importantes, como a defesa dos povos indígenas e da Amazônia. Faixas e cartazes com as pautas locais e nacionais da categoria docente e da classe trabalhadora foram distribuídos e também fixados ao longo do percurso, como em viadutos e passarelas.

“Hoje é um dia de luta. Luta por vacinação para todas e todos, em defesa da educação, da saúde e pelo respeito à ciência. Para que todos nós tenhamos condições de retomar as nossas vidas, precisamos da vacinação e precisamos ainda mais derrubar esse governo genocida que atrapalha a vida dos brasileiros”, destaca o Prof. Bruno Rocha, presidente da ADUFC, que esteve presente no protesto.

No Dia Nacional de Luta, a ADUFC fez questão de reforçar o enfrentamento a propostas que tramitam no Congresso Nacional contra o serviço público, como a Reforma Administrativa (PEC 32/2020). Além de retirar direitos dos/as servidores/as públicos, a matéria restringe a oferta de serviços públicos a toda a sociedade, impactando diretamente áreas essenciais como saúde e educação. Antes e durante a carreata, foram distribuídas máscaras PFF2 e reforçados os cuidados com o distanciamento social para evitar a transmissão da Covid-19.

Atos tomam ruas de centenas de cidades do Brasil e chegam ao exterior

No Ceará, além da capital, houve atividades em municípios como Tauá, Juazeiro do Norte e Russas. Em Fortaleza, além da carreata, foi realizado um ato Fora Bolsonaro que saiu da Praça da Gentilândia, no Benfica, e percorreu a Avenida 13 de Maio até a igreja de Fátima. Ao fim da passeata, houve um ato ecumênico pela memória dos mais de 460 mil brasileiros e brasileiras que perderam a vida vítimas da Covid-19. 

No país, dezenas de entidades estiveram envolvidas na mobilização das atividades, que ocorreram nas 27 capitais e em mais de 200 cidades brasileiras e de outros países, como Lisboa, Londres, Paris, Bruxelas, Montevidéu, Barcelona, dentre outras. Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) teve de fechar a Avenida Paulista nos dois sentidos até as 19h20, já que, no fim da tarde, a manifestação pacífica chegou a ocupar dez quarteirões da avenida – segundo a própria CET.

Embora quase todos os atos tenham sido acompanhados por equipes das polícias militares dos estados, poucos registraram intimidação ou repressão por parte das forças policiais. Em Brasília (DF), por exemplo, a PM realizou revista dos e das manifestantes, próximo ao Museu da República e recolheu mastros de bandeiras.

Em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia-GO, um professor do ensino médio foi preso por um policial militar sob a acusação de desrespeito à Lei de Segurança Nacional – e cuja revogação já havia sido feita na Câmara dos Deputados no dia 4/5. Arquidones Bites, que perdera um dos 18 irmãos devido à Covid-19, havia colocado uma faixa com a frase “Fora, Bolsonaro genocida” em seu carro no dia dos protestos. Após recusa em retirar a faixa, foi detido pelo tenente Marlon Albuquerque, mas liberado pela Polícia Federal. O policial militar foi afastado das ruas e responderá a um inquérito para apurar a conduta.

Já em Recife (PE), no entanto, uma ação truculenta e coordenada da PM pernambucana encurralou manifestantes, resultando em diversas pessoas feridas. Além de fazer uso de bombas e spray de gás de pimenta, policiais dispararam com balas de borracha contra as pessoas que estavam na rua, participando ou não do ato. Dois trabalhadores, que não estavam na manifestação, foram feridos pelos tiros e, cada um, perdeu a visão de um olho. A vereadora Liana Cirne (PT) foi agredida com spray de pimenta borrifado diretamente em seu rosto ao pedir a identificação de PMs que reprimiam a manifestação. 

(*) Assista ao vídeo produzido pela ADUFC sobre o 29M:

(**) Com informações do ANDES-SN e da Deutsche Welle

Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará

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